Problema ético de trolley




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PROBLEMA ÉTICO DE TROLLEY

Elizabete Moresco


A ética é uma característica essencial no agir humano, sendo assim, é um elemento fundamental da cultura e realidade social. Todo ser humano considerado normal tem um discernimento ético, uma espécie de "consciência moral", estando constantemente ponderando, avaliando e julgando os atos para saber se são adequados, do bem ou do mal, certos ou errados, justos ou injustos. Os comportamentos humanos são sempre avaliados e relacionados com o agir individuais, essas disposições de cada um também têm relação com as culturas que predominam em determinadas sociedades e situações históricas.

A ética está incluída à escolha, ao desejo de realizar-se na vida, conservando com os outros seres humanos relações justas e aceitáveis, que está motivada nas idéias de bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano, que ao alcançar, manifesta-se em uma vivência plena e feliz.

O pensamento filosófico antigo e medieval estabeleceu uma ética de virtudes, cujo enfoque ético entende que o caráter seria o padrão do que é moralmente bom e que as virtudes são valiosas, enquanto aspectos do caminho mais racional para a felicidade ou sumo bem.

A ética moderna dá mais ênfase às determinações impositivas da justa razão, sobre os direitos, deveres e obrigações, só depois voltando à atenção aos bens que essas determinações permitiam buscar e ponderar.

Na modernidade há duas principais teorias éticas: o modelo ético conseqencialista e o modelo ético deontológico. A ética deontológica, modelo normativo que valoriza inicialmente o conceito de dever e só depois o conceito de bem e as consequências das ações, portanto, os juízos morais da ação humana não têm como justificação a obtenção de bons resultados ou a sua utilidade. Esta teoria avalia as ações do homem em função do seu princípio implícito e independentemente dos seus efeitos, tratando-se assim de uma ética formal e do dever. Esta teoria ética ganha particular expressão em Immanuel Kant. Devido à sua universalidade, as regras avaliam o agir como fundamentado no puro dever, constituindo-se numa ética pura que não dita conteúdos, mas normas formais. É uma ética autônoma, pois não contempla interesses particulares, mas universais. O agir deve, todavia, ser conformado com a boa vontade, isto é, a pessoa tem a boa vontade e age com fundamento naquilo que é correto.

A ética consequencialista é uma teoria normativa que considera o valor moral de um ato ou qualidade moral desses, estabelecida pelos seus resultados, defende ainda a obrigação de agir de forma a produzir as melhores consequências, assim demonstra ser uma teoria muito apelativa, apoiando-se no mesmo estilo de raciocínio que se utiliza ao tomar decisões com prudência e escolhe-se aquilo que proporciona o mais perfeito resultado previsto.

Considerando o problema de Trolley: Um trem move-se descontrolado numa linha. No seu caminho estão cinco pessoas que trabalham e essas pessoas vão certamente morrer. Só que você, no limite, pode desviar o trem para outra linha onde se encontra apenas uma pessoa. Acha que deve desviar?

Seguindo os consequencialistas seria obrigatório puxar a alavanca, o efeito da ação seria o melhor possível, pois a justificação de ter puxado a alavanca eleva ao máximo o bem e nessa teoria é uma obrigação fazer o bem a maioria das pessoas.

Já seguindo a teoria deontológica esse mesmo ato seria injusto, pois pessoas inocentes não deveriam ser mortas como resultado de nossa ação, sendo que é imoral causar a morte de alguém, e essa seria a justificativa da omissão, não sendo obrigatório moralmente evitar o acidente puxando a alavanca, portanto deixaria que acontecesse o acidente sem interferência nenhuma.

É natural que existem diferentes posições dos diversos filósofos e também das pessoas envolvidas com o problema, mesmo que consista somente em dar sua posição (resposta) sobre ele, e há inúmeras respostas divergentes para esse mesmo problema. As teorias deontológicas contrastam na sua maior parte com as teorias consequencialistas, para essa devemos sempre procurar promover as melhores conseqüências, enquanto para os deontologistas as nossas obrigações morais, sejam elas quais forem, são de algum modo independente das conseqüências, tendo como obrigação: não matar, roubar ou mentir, estas obrigações estão justificadas não apenas porque seguir tais regras produz sempre as melhores conseqüências, mas também porque determinam a moralidade dos atos, com regras baseadas no que é correto e universal, ponto de convergência entre essas teorias, indício de que a abertura para o estabelecimento de uma teoria da moralidade, no sentido de orientar os seres humanos a respeito do que eles precisam ou não fazer, permaneça a meio caminho entre essas teorias, existe um espaço para a evolução da moralidade universal, guiando as ações humanas através do tempo e das culturas.

Para a resolução do problema ético de Trolley, considerei dois modelos de reflexão proposto, cujas ações seriam: puxar a alavanca ou deixá-la como está, pois ambas as ações são justificadas por uma ética normativa. Na maior parte das ocasiões, eu seguiria o modelo deontológico, pois acredito que se deve abster de causar dano aos outros é preciso valorizar a vida de um modo tal que minha ação não mate outros seres humanos, mas ao mesmo tempo, aceito estas violações em situações muito especiais, extremas e derradeiras, que é o caso do problema em questão e acredito que os benefícios transpõem em muito os custos, onde puxar a alavanca é causar o menor dano possível, pois ao invés de morrer cinco pessoas morreria apenas uma, então optaria pela ética consequencialista, mas considero que se deva continuar com as especulações filosóficas sobre as questões e caberia, então, a investigação: Que condições especiais, extremas e derradeiras seriam estas? Essas condições poderiam ser universalmente estabelecidas? Seria essa uma moral universal? Essa moral seria estabelecida a partir de uma combinação de elementos das teorias em questão?


BIBLIOGRAFIA:

DALL’ AGNOL, Darlei. Ética. Florianópolis Filosofia/EAD/UFSC, 2009.

DALL’ AGNOL, Darlei. Ética. Florianópolis Filosofia/EAD/UFSC, 2008.

JAPIASSÚ, Hilton, Dicionário Básico de Filosofia de Hilton Japiassú e Danilo Marcondes.

4º.ed. atual. Rio de Janeiro:Jorge Zahar. Ed.,2006.

www.defnarede.com/e.html. Acesso: 12/08/2009.

tpd2000.vilabol.uol.com.br/etica1.html. Acesso: 12/08/2009.

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